Popol Vuh
Inicialmente acharam que o calendário Maia indicava o final dos tempos em dezembro de 2012. Posteriormente concluiram que ele citava apenas o nascimento de uma nova era, terminando o ciclo de uma civilização voltada para o materialismo (TER) e começando uma nova, focada no espiritualismo (SER).
Acabo de chegar a seguinte conclusão:
NÃO HÁ DE VER QUE ELES TINHAM RAZÃO!
Quando eu era pré-adolescente, uma das minhas brincadeiras favoritas era sair com um estilingue caçando passarinhos. Que eu me lembre, graças a Deus, nunca acertei nenhum, embora tentasse. Dentre os meus heróis favoritos daquela época, estava o Tarzan, que vivia matando leões e rinocerontes apenas com uma faquinha e o Jim das Selvas que não errava um só tiro no meio dos olhos de elefantes e gorilas (monstros) e que gostava de por fogo na floresta para encurralar alguns pobres índios canibais. E eu vibrava.
E.T. Hoje em dia, só quem ainda faz isto é o Rei da Espanha.
Os anos se passaram (poucos) e hoje se eu "pegar" um piá com um estilingue atirando em passarinhos, sou capaz de esganá-lo.
Que eu me lembre, fui ouvir e compreender o significado da palavra "ecologia" lá pelos anos 70.
De lá prá cá, muita coisa mudou. Agora, se virem alguém chutando um cachorro, o agressor vira notícia e é apedrejado. Nas escolas se aprende desde cedo a preservar as matas, a otimizar o uso de água potável e assim por diante. ONGs, fundações e entidades de conscientização e preservação é o que não falta.
Portanto, estamos ficando cada vez mais sensíveis com relação aos animais e a natureza de um modo geral. Ótimo!
Mas ... e com relação ao nosso próximo e a nós mesmos? Me parece que as coisas não evoluiram na mesma velocidade; pelo contrário, estamos cada vez mais egoístas, insensíveis, irracionais e por aí afora. Não que estas características sejam exclusividade do nosso século, mas também não fizemos nada para melhorá-las.
Agora vem a minha teoria, que vai de encontro ao calendário Maia.
Se esta nova geração está cada vez mais preocupada com os maus tratos aos animais e com a devastação da natureza, acredito que por simbiose, deverá em breve começar a respeitar a si mesmo e ao próximo. Portanto, este princípio de conscientização é só o estopim para algo maior, que será uma sociedade mais justa e evoluída.
Podem me chamar de sonhador ou altruísta, mas preciso acreditar nisto.
Os Maias talvez erraram em alguns anos para lá ou para cá (ou como nas pesquisas eleitorais, 5% para mais ou para menos), mas novos tempos estão por advir.
A transição está só começando.
A transição está só começando.
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